segunda-feira, 16 de maio de 2011

Beber café pode reduzir em 57% o risco de ter cancro da mama

Beber cinco chávenas de café por dia pode ser mais saudável do que se pensa. Após analisarem seis mil mulheres que já tinham entrado na menopausa, especialistas da Karolinska Institute de Estocolmo descobriram que mulheres que bebem café têm 57% menos probabilidades de desenvolver cancro da mama.
O café seria um aliado na redução da absorção de receptores de estrogénios causadores do cancro da mama maligno. Os investigadores disseram acreditar que o café possui diferentes compostos que colaboram com o combate de outros tipos de cancro da mama, mas outros estudos ainda precisam de ser realizados.
Na Universidade do Missouri (EUA), os cientistas descobriram que algumas frutas e nozes ricas em apigenina também seriam capazes de reduzir significativamente a formação de tumores de mama em ratos de laboratório.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Diário de Bordo

26 e 27 de Abril: Continuámos com a elaboração do documentário e ultimámos os preparativos para a palestra.

3 de Maio: Palestra "Há curas para o cancro. Desistir não é uma delas!"

4 de Maio: Demos início à divulgação do jantar de beneficência a favor da LPCC, a realizar dia 13 de Maio, pelas 20 horas no Salão Milénio.

10 de Maio: Actualizámos o nosso blogue e contactámos algumas equipas da iniciativa "Um dia pela Vida", de modo a apelar a sua participação no nosso jantar.

Palestra "Há curas para o cancro. Desistir não é uma delas!"

No passado dia 3 de Maio, realizou-se no auditório do Centro da Juventude das Caldas da Rainha, a nossa palestra intitulada "Há curas para o cancro. Desistir não é uma delas!", direccionada aos alunos de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária de Raul Proença (11º CT2, 12º CT1, 12º CT2, 12º CT3).
O painel era constituída por três elementos:
- Professora Teresa Thiran, que ficou a cargo da moderação da palestra, não só por ser uma ex-professora na nossa escola, mas também por estar a cargo e desenvolver diversas actividades da Liga Portuguesa Contra o Cancro nas Caldas da Rainha;
- Rita Teles Branco, coordenadora do Projecto Jovens Pela Liga e ainda voluntária da Liga Portuguesa Contra o Cancro no IPO de Lisboa, que alertou a audiência para a importância da prevenção e do rastreio, bem como para a ajuda dada pela LPCC aos doentes oncológicos;
- Dra. Alexandra Correia, coordenadora do Núcleo Sul da Associação Acreditar, que nos falou da sua experiência enquanto psicóloga numa associação de apoio a crianças com cancro e respectivas famílias e ainda qual o impacto que toda esta situação pode ter nos diferentes membros da família.
A nosso ver, a palestra foi bem recebida pela audiência, tendo decorrido sem nenhum contratempo. Esperamos que a mensagem tenha sido transmitida!
Muito obrigada a todos aqueles que estiveram presentes!

sábado, 7 de maio de 2011

Medicamento para o HIV pode combater cancro do colo do útero

Uma equipa de investigadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriu que o fármaco Lopinavir, utilizado para tratar portadores do vírus da sida, pode combater de forma eficaz o papiloma vírus humano (HPV), associado ao desenvolvimento de cancro no colo do útero.
Um estudo publicado na revista “Antiviral Therapy”, mostrou que este medicamento tem a capacidade de alterar um mecanismo de defesa do HPV em células de mulheres infectadas com o vírus.
Contudo, os seus efeitos positivos contra o vírus responsável pelo desenvolvimento de tumores cancerígenos no colo do útero, e que nos homens está associado ao cancro peniano, só ocorrem se as pacientes receberem uma dose 15 vezes superior à aplicada nos doentes com sida. Desta forma, para os cientistas, o melhor método de aplicação seria por meio de cremes, pois, actualmente, o medicamento é disponibilizado apenas em formato de comprimidos.
De acordo com os investigadores, o Lopinavir actua no organismo ao eliminar as células infectadas pelo HPV, sem provocar danos significativos naquelas que são saudáveis. Tal acontece, porque o medicamento activa um sistema anti-viral do próprio organismo que é suprimido pelo HPV.
Para a equipa da Universidade de Manchester, esta descoberta pode melhorar o tratamento do cancro do colo do útero, cujos casos têm vindo a aumentar devido à transmissão sexual do vírus HPV, um das causas mais comuns da doença.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novo método faz diagnóstico mais preciso do cancro

Um novo método de diagnóstico por imagem está a obter resultados precisos na detecção de cancro de mama, tiróide e doenças hepáticas. A elastografia com Toque Virtual (VTE) tem apresentado resultados mais eficazes do que os exames tradicionais, evitando indicações positivas para enfermidades inexistentes ou ignorando ocorrência de doenças já em curso.
A alta margem de acerto do procedimento se deve ao exame do aspecto elástico dos tecidos saudáveis e cancerígenos. Uma onda virtual, irradiada através de uma sonda infiltrada na região avaliada, checa a elasticidade dos tecidos, detectando até mesmo tumores discretos, o que oferece resultados mais confiáveis e seguros.
De acordo com o Instituto Kerr o método também pode ser usado para diagnósticos menos agressivos de doenças do fígado, como fibroses hepáticas e hepatites B e C. Isso porque a forma alternativa de detecção de enfermidade dispensa a biopsia hepática, que pode provocar hemorragia ou complicações.
Além disso, ao contrário da biopsia, que avalia apenas um fragmento, o VTE examina toda a extensão do órgão, proporcionando um diagnóstico mais apurado. Dessa forma, o paciente também recebe mais rápido a melhor indicação de tratamento, aumentando as probabilidades de cura.


domingo, 24 de abril de 2011

"Nariz electrónico" pode contribuir para o diagnóstico de cancro

Investigadores israelitas desenvolveram um “nariz electrónico” capaz de identificar sinais químicos do cancro através do hálito de pacientes que tenham tumores nos pulmões ou na zona do pescoço e da cabeça.
Um estudo preliminar publicado no "British Journal of Cancer" indica que este aparelho pode, no futuro, ajudar a diagnosticar a doença, embora sejam necessários vários anos de investigação até estar apto para ser utilizado na prática clínica.
O estudo realizado com o “Nano Artificial Nose” envolveu 80 voluntários, 46 dos quais tinham cancro nas áreas visadas pelo dispositivo, em que o diagnóstico geralmente é muito tardio. Os restantes eram saudáveis. Este método químico para identificar resíduos do cancro presentes no hálito dos pacientes distinguiu as moléculas dos que eram saudáveis das de pessoas cancerosas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Novo dispositivo para tratamento de cancro aumenta qualidade de vida dos doentes

O tratamento do cancro tem mais um aliado: um dispositivo portátil, já aprovado nos Estados Unidos, que interrompe a divisão das células cancerígenas, travando o crescimento e a propagação de tumores no cérebro.
O aparelho, fabricado em Israel, foi concebido para tratar adultos com um dos cancros mais comuns e que mais resistem aos tratamentos de quimio e radioterapia, o glioblastoma multiforme (GBM). "O glioblastoma multiforme recorrente é um tipo de cancro cerebral devastador que frequentemente resiste aos tratamentos padrões".
Esta nova alternativa de tratamento é composta por um conjunto de eléctrodos implantados no couro cabeludo do doente que emitem descargas eléctricas de baixa intensidade para “atacar” o tumor cerebral. Com um peso de 2,7 quilogramas, funciona com baterias ou com energia eléctrica. Pode ser utilizado em casa pelos doentes, que conseguem assim manter as suas actividades diárias com normalidade.
A  principal vantagem da utilização do “NovoTTF-100A” consiste, precisamente, na melhoria da qualidade de vida e não no aumento do período de sobrevivência dos doentes, comparativamente aos que se submetem a quimioterapia. O estudo registou que, em ambos os casos, há seis meses de vida adicionais.
De acordo com a FDA, os doentes que foram submetidos ao tratamento com o dispositivo sentiram uma maior incidência de efeitos neurológicos secundários, incluindo convulsões e dores de cabeça, em comparação aos que recorreram à quimioterapia. Contudo, não reportaram problemas de náuseas, anemia, fadiga, diarreia e infecções graves, como habitualmente ocorre com a toxicidade da quimioterapia.