Errata: Devido a motivos alheios à nossa vontade, o jantar referido na entrevista não será realizado dia 6 mas sim dia 13 de Maio. Agradecemos a vossa compreensão.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Cancro do colo do útero: a incidência da doença sofreu “uma baixa muito significativa”
O Ministério da Saúde decidiu atribuir a comparticipação do Estado a uma das duas vacinas existente no mercado português contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), que provoca cancro do colo do útero. A incidência da doença sofreu “uma baixa muito significativa” em Portugal, segundo revelou a Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia; no entanto, continua a ser um vírus que atinge 25 a 50 por cento da população feminina mundial e o nosso país continua a estar no topo. A vacinação é gratuita para as adolescentes a partir dos 13 anos, uma medida contemplada no âmbito do Plano Nacional de Vacinação.
O especialista Eduardo L. Franco, director do Departamento de Oncologia da Universidade McGill de Montreal (Canadá), que esteve recentemente no nosso país a dar conta dos últimos resultados do estudo ATHENA – o maior trabalho de investigação feito na área a nível internacional –, em entrevista, assegurou que Portugal está no bom caminho para um rastreio organizado, mas continua a usar um método obsoleto – a citologia cervical, vulgarmente chamada de papanicolau – por apresentar uma “elevada taxa de falsos negativos”.
O especialista Eduardo L. Franco, director do Departamento de Oncologia da Universidade McGill de Montreal (Canadá), que esteve recentemente no nosso país a dar conta dos últimos resultados do estudo ATHENA – o maior trabalho de investigação feito na área a nível internacional –, em entrevista, assegurou que Portugal está no bom caminho para um rastreio organizado, mas continua a usar um método obsoleto – a citologia cervical, vulgarmente chamada de papanicolau – por apresentar uma “elevada taxa de falsos negativos”.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Leis para «proteger» quem sobrevive ao cancro
A Liga Portuguesa Contra o Cancro quer que seja criada legislação que proteja quem sobrevive à doença. Quem vence a batalha contra o cancro têm muitas vezes dificuldades acrescidas para conseguir emprego, reforma, seguros ou até empréstimos bancários.
Até porque o cancro é cada vez menos uma sentença de morte e a taxa de sobrevivência à doença tem vindo a aumentar. Mas, muitas vezes, quem venceu o cancro enfrenta depois outras batalhas. Por isso mesmo, A Liga Portuguesa Contra o Cancro quer por isso ver criadas leis que protejam quem quer levar a vida para a frente.
Diagnósticos precoces, terapêuticas mais avançadas e maior consciência da população são algumas das armas que endurecem a luta contra o cancro. Mas outras armas são precisas na luta depois da cura.
Até porque o cancro é cada vez menos uma sentença de morte e a taxa de sobrevivência à doença tem vindo a aumentar. Mas, muitas vezes, quem venceu o cancro enfrenta depois outras batalhas. Por isso mesmo, A Liga Portuguesa Contra o Cancro quer por isso ver criadas leis que protejam quem quer levar a vida para a frente.
Diagnósticos precoces, terapêuticas mais avançadas e maior consciência da população são algumas das armas que endurecem a luta contra o cancro. Mas outras armas são precisas na luta depois da cura.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Boas férias!
Com o fim do 2º período chega o momento de fazermos um balanço daquilo que foi o nosso trabalho até agora.
Este período foi, decididamente, mais complicado que o anterior. Foram-nos colocados muitos mais obstáculos à realização dos nosssos objectivos, como referimos no nosso relatório intercalar que está disponível no fim deste post. Dificuldades à parte, este foi mais um período em que acima de tudo nos dedicámos a esta causa. Centrámo-nos nos preparativos da palestra e do evento de beneficência e podemos dizer que depois de muito esforço temos tudo bem encaminhado!
Estamos orgulhosas do caminho que este nosso trabalho já percorreu e do crescimento que teve desde Setembro!
Para o próximo período queremos que tanto a palestra como a gala se realizem e que marquem a diferença na nossa comunidade para que esta se convença de que 'Há curas para o cancro. Desistir não é uma delas!'
Deixamos aqui o nosso relatório intercalar e a apresentação do mesmo, um vídeo que realizámos para ser mostrado na gala e um resumo de uma entrevista que demos para a rádio Mais Oeste.
domingo, 3 de abril de 2011
Diário de Bordo
21 de Março: Continuámos com os preparativos respeitantes à palestra.
22 de Março: Concluímos a organização do Relatório Intercalar e da respectiva apresentação.
28 de Março: Fizemos a nossa apresentação de 2º período à turma.
29 de Março: Reunimos com o radialista João Carlos Costa, com vista à organização da gala de beneficência.
30 de Março: Reunimos com a professora Teresa Thiran, moderadora da palestra, para delinear quais os pontos a serem abordados na nossa actividade.
Portugueses limitam crescimento de cancro manipulando ambiente celular
Cientistas portugueses conseguiram travar o crescimento do cancro manipulando o ambiente que envolve as células cancerosas. O estudo publicado mostra pela primeira vez por que é que vários tipos de cancro bloqueiam a actividade do gene LRP1B.
Em 2010, uma equipa de Cambridge descobriu que o gene LRP1B estava entre os genes mais bloqueados em cancros. “Verificámos que nos tumores da tiróide havia uma repressão significativa deste gene”, disse Hugo Prazeres, que trabalha no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto.
A proteína é especialmente activa nas células da tiróide e do tecido nervoso, mas também aparece silenciada no cancro colo-rectal, do pulmão, da bexiga e noutros. Os cientistas descobriram que este bloqueio acontece de três formas. O gene pode ser mutado e não originar uma proteína normal, podem ligar-se pequenas moléculas que emaranham o DNA e assim impedir a produção da proteína e o processo pode ainda ficar bloqueado depois do DNA ter produzido o RNA – molécula que codifica os aminoácidos que formam a proteína.
“Investigámos o que é que acontecia se introduzíssemos o gene funcional LRP1B em tumores, uma das coisas mais importantes foi a repressão da invasão”, disse o cientista.
A proteína é especialmente activa nas células da tiróide e do tecido nervoso, mas também aparece silenciada no cancro colo-rectal, do pulmão, da bexiga e noutros. Os cientistas descobriram que este bloqueio acontece de três formas. O gene pode ser mutado e não originar uma proteína normal, podem ligar-se pequenas moléculas que emaranham o DNA e assim impedir a produção da proteína e o processo pode ainda ficar bloqueado depois do DNA ter produzido o RNA – molécula que codifica os aminoácidos que formam a proteína.
“Investigámos o que é que acontecia se introduzíssemos o gene funcional LRP1B em tumores, uma das coisas mais importantes foi a repressão da invasão”, disse o cientista.
O passo seguinte foi compreender qual a função desta proteína membranar. A proteína membranar tem a "capacidade de retirar moléculas solúveis do ambiente extracelular para o interior da célula". As substâncias solúveis ligam-se a várias proteínas LRP1B. Depois, o pedaço de membrana celular que tem as proteínas, é "puxado" para dentro da célula. A equipa do IPATIMUP descobriu que, neste caso, a substância retirada pela proteína membranar do espaço extracelular é a MMP2, uma enzima conhecida por degradar a matriz que une as células. Quando as células cancerosas inibem a produção da proteína membranar LRP1B, que normalmente recolhe a enzima MMP2 do ambiente fora da célula, a enzima continua lá, a degradar a matriz extracelular, fazendo com que o tumor consiga evoluir.
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